Jay Cutler não é a melhor solução para o Miami Dolphins

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A queda de desempenho com a idade é um dos fatores que pesam contra Jay Cutler. (Gregory Shamus/Getty Images)

O domingo, 06 de agosto, foi agitado na National Football League (NFL). O Miami Dolphins anunciou a contratação do quarterback Jay Cutler, que acabou desistindo da aposentadoria para ser substituto de Ryan Tanehill, caso ele não se recupere de uma lesão no joelho sofrida na semana passada (deixando Colin Kaepernick “na saudade”).

Apesar de largar a profissão de comentarista de TV, antes mesmo de a ter começado, o ex-QB aposentado não é o jogador ideal para a função de signal caller dos Dolphins.

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Desde a temporada 2014, Jay Cutler está sofrendo com uma queda de produção na carreira, mesmo depois de fazer uma de suas melhores temporadas na carreira em 2015. Na temporada passada, seus números caíram de vez, além de ter disputado apenas cinco partidas.

Em quatro ocasiões, nas oito temporadas antes de 2014, Cutler conseguiu um Total QBR casa dos 60 pontos, próximo ao nível de um quarterback candidato ao Pro Bowl, segundo a ESPN norte-americana.

Porém, a partir do ano retrasado, esse número caiu muito em relação ao que ele produziu ao longo de sua carreira, chegando a um pífio 33.2 em 2016.

Nas estatísticas avançadas de passe do Pro Football Reference, Jay Cutler começou a jogar no seu menor nível nas últimas três temporadas, chegando a jogar abaixo da média da liga – que é de 100, sendo que quanto maior o número, melhor, mesmo em porcentagem de interceptações e de sacks – em algumas delas.

A porcentagem de passes completos foi uma dessas. Até 2013, Cutler só tinha conseguido um aproveitamento de passes acima da média em duas temporadas, mas naquele ano ele conseguiu melhorar, com porcentagem 6% superior ao nível médio dos QBs e 15% no ano seguinte. A partir de 2014 ele regrediu para 6% novamente e atingiu a marca de 15% inferior na temporada passada.

O maior problema de Jay Cutler é o seu alto número de interceptações lançadas. Em 11 anos na NFL, Cutler só teve mais de 100 pontos em Int%+ em apenas quatro temporadas e em 2016 atingiu a sua pior marca desde 2009 (75).

Ainda outro empecilho para o novo quarterback dos Dolphins é a sua idade. De acordo com um estudo feito pelo site Football Perspective, um QB atinge o seu auge aos 29 anos, enquanto o seu melhor período na carreira vai dos 26 a 30 anos.

Com 34 anos, idade de Jay Cutler, os lançadores analisados na pesquisa produziram apenas 50% de sua capacidade, enquanto este número era de 60% quando tinham um ano a menos.

Portanto, independente do fato de Jay Cutler jogar a temporada de 2017 inteira – pois tudo vai depender da recuperação de Ryan Tanehill – a sua contratação por parte do Miami Dolphins não foi um bom negócio. Cutler está sofrendo uma regressão em seu desempenho, além de contar com um problema crônico com as interceptações, e tudo leva a crer que aos 34 anos, ele não vai produzir de forma muito eficiente.

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